ARQUEOLOGÍA SENSORIAL: NARRATIVAS Y PERFORMANCES ALTERNATIVAS

 

Resumen:

Durante mas de un siglo de existencia, la Arqueología “profesional” viene construyendo sus discursos a partir de posturas centradas en una objetividad científico/cartesiana y en especial la idea de que siempre debemos mantener distanciada la dimensión humana del arqueólogo. Prometiendo cambios, las corrientes posmodernas intentaron corregir estos y otros problemas, principalmente a través de criticar las bases epistemológicas de las arqueologías hegemónicas. Sin embargo, lo que en general vemos es que todo termina en un retorica en pos de transformaciones, ya que las practicas continúan las mismas.  Como resultado observamos una falta de imaginación para pensar nuevos temas de estudio, la no consideración de inclusión de otras ontologías como punto de partida para pensar otro tipo de interpretaciones, hegemonía de posiciones “oculocentristas” y cartográficas, narrativas en las predominan los formatos académicos tradicionales, conservadorismo y ortodoxia para en las formas de presentación de los resultados de las investigaciones  (tanto par aun publico académico como para otro general). Así este simposio se propone funcionar como una especia de laboratorio de exploración “de otras formas de”, diferentes a las tradicionales y hegemónicas.  Nos interesan trabajos que traigan nuevas temáticas, marcos teóricos y metodologías, como también formas alternativas de presentación de resultados.  Creemos que de esta forma es posible reflexionar sobre las posibilidades de un “arque-devenir” distinto que permita construir una arqueología mas humana, subjetiva y heterogénea, y claro esta mas divertida.

Durante mais de um século de existência, a arqueologia “profissional”, tem construído seus discursos a partir de posicionamentos centrados no objetivismo científico, no positivismo cartesiano e em especial na ideia de que deve haver um total distanciamento em relação à dimensão humana do arqueólogo. Com uma promessa de mudança, as abordagens pós-modernistas tentaram corrigir este e outros problemas, através principalmente de críticas às bases epistemológicas das arqueologias hegemônicas. Mas o que temos visto, em termos gerais, nada mais é que uma retórica de mudança, pois ao mesmo tempo em que se reconhece, mesmo que de maneira condescendente, a existência e a necessidade ética de posturas alternativas dentro da prática disciplinar, limita-se sua presença e atuação. Como resultado e de maneira contraditória, as arqueologias pós-modernas acabam por repetir alguns dos princípios estruturantes que elas buscavam combater como por exemplo a falta de imaginação para pensar novos temas de estudo; não considerar outras ontologias como ponto de partida para se pensar diferentes interpretações; predominância de posições ocularcentristas e cartográficas; narrativas em que predomina o formato acadêmico tradicional; ortodoxia nas forma de apresentar os resultados das pesquisas tanto para cientistas quanto para o público em geral. Neste sentido este simpósio se propõe a funcionar como um laboratório para experimentar “outras formas de”, que não as tradicionais. Assim serão aceitos trabalhos que tragam novos temas e marcos teóricos, novas metodologias de estudo, bem como formas alternativas de apresentação. Acreditamos que desta maneira poderemos refletir sobre as possibilidades de um arqueo-devir alternativo que tenha como resultado uma arqueologia seja mais humana, subjetiva e heterogênea, e obviamente mais divertida.

Palabras claves:

 

 

COORDINADORES:

 

José Roberto Pellini, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. jrpellini@gmail.com

Andres Zarankin, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. zarankin@yahoo.com

 

Relator o Comentarista del simposio:

Cristobal Gnecco, Universidad del Cauca. cgnecco@unicauca.edu.co

 

PONENCIAS

 

01

ONTOLOGIAS PÓS HUMANAS. OS JINNS NO MUNDO ISLÂMICO.

 

José Roberto Pellini. Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. jrpellini@gmail.com

 

No mundo moderno do Ocidente a crença em gênios, espíritos e objetos animados é considerada como superstição, algo exótico um símbolo de atraso intelectual. Isto acontece devido ao fato de que nosso conceito de verdade é diretamente associado com os elementos visuais e concretos do mundo. Verdade é o que se pode ver e tocar. Mas para os muçulmanos o universo é feito de elementos visíveis e invisíveis. Estes elementos não são vistos como opostos e são considerados como um aspecto central para a formação de identidade e da experiência material cotidiana. Em Qrna no Egito, por exemplo, a realidade material das pessoas é diretamente afetada pela crença nos gênios. Como pensar no mundo islâmico sem levar em consideração o papel dos gênios? Pensar a relação entre gênios e humanos a partir de uma arqueologia tradicional seria impossível, desde que o corpo, os sentidos e a experiência humana são tratados como universais e as entidades não humanas como não conscientes ou não existentes. O caminho seria pensar uma ruptura ontológica dentro da disciplina, onde humanos e não humanos possam existir simetricamente.

 

02

LAGOS, ÁRVORES E PEDRAS: AS MARCAS DE OUTRAS GENTES COMO SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS

 

Mariana Petry Cabral. Dep. de Antropologia e Arqueologia /UFMG. nanacabral75@gmail.com

 

Gente humana, para muitos povos, é apenas mais um tipo de gente. Ao realizar pesquisas com o povo indígena Wajãpi, aprendi a perceber marcas e presenças destas outras gentes. Os Wajãpi são moradores de regiões entre o Amapá (Brasil) e a Guiana Francesa. No Brasil, eles habitam a Terra Indígena Wajãpi, e desenvolvem atividades de fortalecimento cultural e político, com o apoio de parceiros. A pesquisa de arqueologia é uma destas atividades, realizada em conjunto com a turma de pesquisadores wajãpi e com a antropóloga Dominique T. Gallois. Seguindo os conhecimentos wajãpi para perceber as marcas destas outras gentes, que não são gente humana, venho aprendendo com eles outro modo de conhecer sobre marcas e vestígios do passado. Um dos exercícios como arqueóloga tem sido criar comparações entre estes diferentes modos de conhecer: o wajãpi e o arqueológico. É nestas comparações que eu, os pesquisadores wajãpi e a antropóloga fomos construindo a ideia de uma arqueologia wajãpi. A partir desta ideia, apresentarei alguns aspectos deste outro modo de conhecer os vestígios do passado, os quais demandam a ativação de múltiplas capacidades sensoriais e de um rico conhecimento cultivado nas narrativas tradicionais wajãpi. Sendo outra arqueologia, serão outros os vestígios.

 

03

LA CHUWA DEL CIELO. OBJETOS, SENTIDOS Y EMOCIONES EN UNA SALA DE MUSEO.

 

Museo Nacional de Etnografía y Folklore, La Paz - Bolivia

Juan Villanueva Criales, MUSEF, La Paz. juan.villanuevacriales@gmail.com

 

Entre 2015 y 2016, investigadores del MUSEF y el INIAM-UMSS estudiamos una pieza cerámica denominada la Chuwa (plato) del Cielo, en sus aspectos iconográficos, técnicos y biográficos. La interpretamos mediante referencias etnohistóricas y etnográficas, para narrar su relación con las constelaciones y el ciclo anual altiplánico, y sus avatares en la transición prehispánico-colonial (SANCHEZ et al, 2016). Esta ponencia trata el despliegue museográfico de esta narrativa: generamos digitalizaciones de objetos que interactuaron en un audiovisual animado, proyectado para lograr un efecto de falso holograma. La exposición implicó involucrarnos con artistas, a través de un guion que tuvo tres características distintivas: (1) emplear estímulos visuales, auditivos y el movimiento del espectador; (2) apelar a las emociones, fomentando sentimientos de desesperación, esperanza, júbilo, etc.; (3) reunir objetos e imágenes de diversos contextos, planteando interacciones y transmutaciones para sugerir continuidades pasado/presente. Esto implicó quebrar la noción estratigráfica del tiempo arqueológico, trascendiendo contextos para crear un nuevo conjunto relacional. También, salir de la “zona de confort” del lenguaje académico, ingresando en el terreno de la creación artística.

SÁNCHEZ, W., M. BUSTAMANTE Y J. VILLANUEVA. 2016. La Chuwa del cielo. Los animales celestiales y el ciclo anual altiplánico desde la biografía social de un objeto. La Paz: MUSEF.

 

04

ARQUEO-DEVIRES, ZARANKIN CENTRISMOS E PRESENTES CONTAMINADOS

 

Andrés Zarankin. Dep. de Antropologia e Arqueologia /UFMG. zarankin@yahoo.com

 

Este trabalho, é resultado de uma serie de autorreflexões a partir de um convite para escrever um capitulo no livro organizado por Cristóbal Gnecco e Henry Tantalean, sobre como a “Arqueologia mudou os arqueólogos e vice-versa”. Assim, a partir do conceito “devir” de Deleuze, exploro algumas questões de esta relação dialético-afetiva entre o pesquisador e seus objetos de estudo, tomando como caso de analise minha própria experiência  Antártida e no estudo dos Centros Clandestinos de Detenção da ditadura Argentina. Por sua vez, exploro formas narrativas em formatos pouco comuns na nossa disciplina.

 

05

O MACHADO QUE VAZA: ARQUEOLOGIA E IMAGINÁRIO NA AMAZÔNIA

 

Marcia Bezerra. PPGA/UFPA

 

Neste trabalho discuto a relação entre arqueologia e imaginário a partir de acervo de narrativas fantásticas que longe de constituir - como insistem as perspectivas tradicionais da disciplina -, uma alegoria do trabalho de campo, algo destacado do fazer arqueológico, compõe sistemas de pensamento que propõem interpretações sobre as paisagens ressonantes do passado e com as quais as pessoas mantêm relações cotidianas. A qualidade de ser fantástico não significa algo que está além da realidade, mas é uma dimensão da realidade. E nós, querendo ou não, somos, muitas vezes, incorporados a esse universo imaginativo e encantado. As narrativas oníricas e as visagens ajudam a explicar as paisagens estranhadas, mas também permitem a comunicação com os seres – espíritos, pessoas e coisas – que povoam o imaginário amazônico e afetam a vida dessas comunidades, e, por isso, precisam ser, no seu cotidiano, reconhecidos e respeitados, mas também domesticados. Essas reflexões são construídas a partir da adoção de uma abordagem comparativa e orientada pelos debates desenvolvidos no âmbito dos estudos de cultura material.

 

06

Nuevas religiosidades: Contracultura y magia(k) en la Ciudad de Buenos Aires

 

Brian Cath. Fsoc/UBA. brian.cath@hotmail.com

 

Existe en la Ciudad de Buenos Aires un heterogéneo movimiento contracultural conviviendo de forma oculta, escondiendo sus identidades y estilos de vida de la sociedad en la que se hayan inmersos. Este trabajo pretende develarlo por medio del Cónclave de las Sombras, un movimiento esotérico de magos autodenominado «guerrilla ontológica» y la Abadía Áurea, el «taller-laboratorio anaraco-gnóstico-colectivo» que se ofrece como sitio de reunión para éste y otros grupos afines.

Se ofrecerá en primera instancia una breve descripción de las nuevas religiones que influenciaron la aparición y expansión de estos movimientos; para luego poder realizar una descripción sobre la Abadía Áurea y este movimiento esotérico del barrio de Boedo, sus filosofías y creencias, su estructura organizativa, sus actividades y su relación con la comunidad. Con este fin, se realizaron dos observaciones participantes en eventos de perfomagia y otras dos a lo largo de los cursos ofrecidos por la Abadía Áurea. Realizadas las observaciones y comprendidos los conceptos y funcionamientos de los grupos observados, se realizó una entrevista en profundidad a José Luis, el fundador y administrador de la Abadía Áurea para despejar cualquier interrogante que hubiese quedado de estas observaciones y profundizar en la investigación.

Existe na Cidade de Buenos Aires um heterogéneo movimento contracultural convivendo de forma oculta, escondendo suas identidades e estilos de vida da sociedade na que ficam imersos. Este trabalho pretende deverlar-lo mediante o Cónclave das Sombras, um movimento esotérico de magos autodenominado «guerrilha ontológica» e a Abadía Áurea, a «oficina-laboratorio anaraco-gnóstico-coletivo» que se ofrecer como lugar de reunião  para eles e outros grupos com afinidade.

Vai se oferecer na primeira instancia uma breve descrição das novas religiões que influenciaram a aparição e expanção destes movimentos; para logo realizar uma descrição sobre a Abadía Áurea e este movimento esotérico do bairro de Boedo, suas filosofias e creenças, sua estrutura organizativa e sua relação com a comunidade. Com este fim, foram realizadas duas observações  participantes em eventos de perfomagia e outras dois ao longo dos cursos oferecidos pela Abadía Áurea. Realizadas as observações e comprendidos os conceitos e fundamentos dos grupos observados, foi realizada uma entrevista em profundidade a José Luis, o fundador e administrador da Abadía Áurea para aclarar qualquer interrogante que houvesse ficado nestas observações e profundizar na investigação.

 

07

Cartografías sensoriales y pensamientos rastreros

 

Lic. Cecilia Mensa. Doctorado en Ciencias Humanas-Universidad Nacional de Catamarca. cmensa@gmail.com

Dra. Rita Marcela A. Rementeria-Facultad de Humanidades-Universidad Nacional de Catamarca. marceunca46@gmail.com

 

Poner el cuerpo a caminar en otros mundos, otras ontologías, es tal vez el lugar de conocimiento donde nuestra carne entra en relación, se deja tocar.

“Pienso en eso que nos altera interculturalmente, pues allí es donde está la investigación…pienso en la risa de Mercedes, donde encuentro la cercanía que me toca a dejarme tentar en una carcajada que se lleva la acequia…que se junta con el viento para llegar al chiquero…que se ensambla en el barro del rancho para adherirse a sus paredes…que se sedimenta en los adobes para ser parte de ellos. Porque allí también quedó mi risa” (Cecilia Mensa)

“Los cueros tendidos sobre un alambre, la leche guardada en un tarro oxidado, la charata que vive cerca de los pollitos, los patos que salen de su jaula; los quesillos y la cuajada, son parte de las diversas escenas que comparte María en su trajín diario. María va y viene, camina, sirve un mate y otro; les habla a las vacas que están encerradas en un potrero, el que no dista mucho de su casa. Nos muestra sus chacras crecidas, el color de las zanahorias, los pimientos y las cebollas. La huerta es grande, como su corazón, que se abre para conversar y acariciar cada planta que toca. Hay magia, degustación, tacto, caricia, olfato y cariño. Amor a todos los seres” (Marcela Rementeria)