Tecnologia Lítica e Alteridade Sul-Americana: Os artefatos expeditos descolonizados. Teoria do conhecimento e prática de análise vista em conjunto.

 

Resumen:

A proposta deste simpósio é fruto das reflexões concernentes às posturas teóricas e epistêmicas que dão lastro as interpretações de indústrias líticas enquanto “expeditas”, “informais” ou “pouco elaboradas”. As indústrias líticas (ou os componentes) que recebem essa categorização são investidas de propriedades que lhes aproximam do “simples”, “menos complexo”, “arcaico”, “oportunístico”. A contraparte são as indústrias líticas entendidas como “elaboradas”, “complexas”, “modernas”, “curadas”. Dentro desta dicotomia, a discussão tem se concentrado tradicionalmente em problemas de fabricação e uso, estilo e função, com o objetivo de avaliar a complexidade técnica dos artefatos, além da sua própria alteridade. Deste modo, perguntamo-nos, sobre quais são os fundamentos metodológicos, teóricos, epistemológicos, paradigmáticos e ontológicos que informam a percepção do analista no momento em que realiza tal recorte sobre as indústrias líticas. Perguntamo-nos que critérios definem essa complexidade técnica? Esperamos receber contribuições de trabalhos que se questionem sobre as categorizações atribuídas, buscando realizar uma elucidação logicista para a fundamentação dos estudos em tecnologia lítica. Os proponentes podem apresentar suas comunicações em função de análises que os mesmos tenham realizado ou estejam realizando sobre conjuntos líticos ou que tenham propostas de análises que ainda não estejam na fase de classificação, mas que se indague sobre as diferenças das indústrias líticas sul-americanas. Em síntese este simpósio visa discutir a teoria e a prática do análise lítico, descolonizando a interpretação das indústrias líticas sul-americanas, sujeitando a crítica à noção de expediência.

Palabras claves:

Expediência lítica, Método, Análise, Alteridade Sul-Americana, Tecnologia.

 

COORDINADORES: 

 

Tatiane de Souza, Doutoranda pela Universidade de São Paulo, Brasil. Aluna Visitante da Universidade de Cambridge, UK. tatiane_sza@yahoo.com.br

Antonio Pérez, Maestrando en co-tutela por la Universidad Nacional de Trujillo (Trujillo, Perú)/Université de Rennes 1 (Rennes, Francia). antonioperezbalarezo@hotmail.com

Marcos Paulo Ramos, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutorando em regime de co-tutela Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Relator o Comentarista del simposio.

 

Prof. Dr. Carlos Aschero

PONENCIAS

 

01

Tecnologia lítica para o Médio Paranaíba – Minas Gerais, múltiplas abordagens analíticas para o estudo regional de grupos caçadores-coletores e pescadores.

 

Alex Sandro Alves de Barros. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia (PPGArq) do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP). alexbarros@usp.br

 

Durante o Holoceno médio e tardio, a região do Médio Paranaíba era ocupada por diversos grupos com economia de aprovisionamento relacionada às atividades de caça, coleta e pesca. Seu registro arqueológico corresponde a dezenas de sítios líticos que datam entre 7.320±100 (C14 – CENA/USP) e 2.920±70 (C14 – CENA/USP).  Os instrumentos líticos destes sítios apresentam ampla variabilidade de formas, tipos e funções.

Essa apresentação, portanto, tem como objetivo propor a realização de múltiplas análises correlatas a diferentes escolas arqueológicas, técnicas e áreas do conhecimento em conjunto para a arqueologia dessa região.

Para isso, foram utilizadas diversas abordagens analíticas junto a cultura material proveniente de cinco diferentes sítios, sobre os quais foi possível conceber um modelo matriz técnico, estatístico e espacial dos conjuntos, que posteriormente foi utilizado para a criação e um banco de dados. Tal banco tem como objetivo verificar as possíveis permanências, mudanças e continuidades culturais no registro arqueológico regional.

Tal abordagem visa extrair ao máximo as informações relacionadas aos padrões de manufatura dos conjuntos líticos, concebidos como comportamentos técnicos socioculturais compartilhados ou não, isto é, como marcadores de etnicidade. Visando demonstrar que, apesar da variabilidade dos instrumentos líticos, o padrão associado ás escolhas dos suportes, matérias-primas e técnicas de talhe são uma constante, assim como os padrões ambientais, espaciais e estruturais deste registro.

Palavras-chave: Arqueologia brasileira, Arqueologia regional, Tecnologia lítica, Grupos caçadores-coletores, Abordagens analíticas.

 

02

Do visível e do invisível – uma breve comparação dos elementos epistêmicos em ação em três abordagens propostas para o estudo de materiais líticos

 

Marcos Paulo de Melo Ramos. Universidade Federal do Rio de Janeiro/Museu Nacional – Université Paris Nanterre. argonauta128@gmail.com

Antonio Pérez Balarezo. Universidad Nacional de Trujillo – Université de Rennes 1. antonioperezbalarezo@hotmail.com

Nossa comunicação visa socializar uma parte do trabalho de prospecção dos fundamentos metafísicos, especificamente epistemológicos e paradigmáticos, subjacentes a três abordagens propostas para o estudo de materiais líticos pré-históricos: tipológica, neodarwiniana e tecno-lógica. Para serem analisados, selecionamos os seguintes trabalhos: 1) A proposed attribute list for the description and classification of projectile points (BINFORD, 1963), 2) Cultural Transmission, Genetic Models and Palaeolithic Variability: Integrative Analytical Approaches (LYCETT, 2010), 3) Determination des Unités Techno-Fonctionnelles de Pièces Bifaciales Provenant de la Couche Acheuléenne C'3 Base du Site de Barbas I (BOËDA, 2001). Através do levantamento das categorias propostas em cada um dos três trabalhos analisados, pudemos constatar as diferenças em termos de potenciais e limitações no que tange ao poder heurístico de cada uma delas. Interessamo-nos em como esses trabalhos apreenderam a realidade técnica do objeto (ou conjunto de objetos), em termos de: (1) como ele se apresenta (o visível), e (2) o que o define (o invisível). Nesse sentido, focamos nossa atenção sobre as premissas paradigmáticas, os critérios de reconhecimento e as unidades de análise por meio das quais os autores se aproximam da materialidade lítica. Este exercício de análise logicista nos permitiu localizar algumas das origens do raciocínio sobre questões como: expediência, complexidade, forma, estrutura, etc. Nossas conclusões são exemplificadas a partir da aplicação dessas três abordagens à análise de um conjunto lítico pertencente à Costa Central do Peru, datado no Holoceno Tardio.

Palavras chave: Análise logicista, epistemologia, tipologia, transmissão cultural, tecnologia lítica.

 

03

DISEÑO UTILITARIO: NI SIMPLE NI COMPLEJO

 

Escola, Patricia S. Centro de Investigaciones y Transferencia de Catamarca (CITCA) (CONICET-UNCA), Escuela de Arqueología (UNCA), San Fernando del Valle de Catamarca, Argentina. E-mail: patoescola@hotmail.com

Natalia Sentinelli. Escuela de Arqueología (UNCA), San Fernando del Valle de Catamarca, Argentina. E-mail: nattysnt@hotmail.com

 

El concepto de diseño utilitario surge a partir de reflexiones críticas sobre la operatividad de criterios de definición de las variables de diseño dentro de la organización tecnológica, en el marco de la discusión de determinadas dicotomías “clásicas” en el estudio de la tecnología lítica, como conservación-expeditividad, formal-informal y simple-complejo. El diseño utilitario implica determinados biseles, ángulos de filo y contornos de borde que permiten enfrentar necesidades variadas, con una mínima inversión de trabajo en su producción. Algunas características salientes serían: utilización poco selectiva de las materias primas, baja formatización de filos, escasas tareas de mantenimiento y reparación, baja multifuncionalidad y corta vida útil.

Posteriormente, la discusión de la relación de la categoría analítica clase técnica con el diseño utilitario dio lugar a una visión más ajustada y precisa de la inversión de trabajo en la confección de artefactos formatizados. Así, los instrumentos adscribibles a un diseño utilitario quedaron orientados a un espectro más reducido de grupos tipológicos, como raspadores, muescas, artefactos burilantes, etc., que presentaban, considerando categorías analíticas complementarias, baja inversión de trabajo. Sin embargo, el diseño utilitario vuelve, en este trabajo, a ser objeto de nuevas reflexiones a partir del análisis de un conjunto artefactual de la Puna argentina. Este caso de estudio permite discutir la idea de simplicidad de la baja inversión de trabajo, a partir de la presencia de determinados instrumentos asignables al diseño utilitario, que a su vez presentan largas trayectorias, mantenimientos, reconfiguraciones de filos y formatizaciones pasivas o acomodaciones tendientes a facilitar la prensión. 

Palabras clave: Diseño Utilitario – Categorías Analíticas – Inversión de Trabajo – Trayectorias de Vida – Puna Argentina

  

04

A INDÚSTRIA LÍTICA DO HOLOCENO MÉDIO DO SÍTIO CABEÇAS 04, ÁREA ARQUEOLÓGICA DA SERRA NEGRA, MINAS GERAIS

 

SILVA, Lidiane Aparecida da Mestre em Arqueologia pela Universidade Federal de Pelotas UFPel/RS lidiane.las@gmail.com

 

 A indústria lítica pertencente ao Holoceno médio do sítio Cabeças 04 foi caracterizada como uma indústria majoritariamente produzida sobre o quartzo, matéria prima local, retirada de veios. Os artefatos são produzidos sobre lascas, o lascamento bipolar foi identificado, mas o lascamento unipolar foi o mais usual, a existência desses vestígios e a pouca aparição de córtex nas peças estão relacionados à exploração da matéria-prima, pois os núcleos estavam sendo desbastados nos locais de captação, na tentativa de retirada do quartzo de boa qualidade. As presenças de refugos e da grande concentração de estilhas indicam que o abrigo foi utilizado na produção das ferramentas, principalmente para as etapas finais e para retoques. O material do sítio Cabeças 04 não têm conexões obvias com os outros materiais regionais, há certas semelhanças ocorrendo entre as coisas mais recentes na região de Diamantina, como nos identificados nos trabalhos realizados pelo Setor de Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais e dos trabalhos realizados no Mendes II e no Itanguá 2, no entanto são materiais totalmente diferentes. Ainda em Santana do Riacho outro local que também apresentou material para o período do Holoceno médio, nota-se que são materiais claramente diferentes. Portanto, sistematizando, o repertório lítico do sítio Cabeças 04 permitiram que a pesquisa trouxesse elementos que contribuíssem com as atuais discussões sobre o Holoceno médio, em especial para a região da Serra Negra trazendo informações importantes sobre as ocupações humanas e da diversidade cultural e técnica no Espinhaço Meridional.

Palavras-chave: Arqueologia, Lítico, Holoceno-médio

 

05

Primeiro Relato – Os caçadores-coletores do Alto Paranaíba,Minas Gerais,Brasil

 

Wagner Magalhães. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia (PPGArq) do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP). wagner.magalhaes@usp.br

Alex Sandro Alves Barros. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia (PPGArq) do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP). alexbarros@usp.br

Márcia Angelina Alves. Professora Associada do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP).alvesma@usp.br

 

O sítio Inhazinha, localizado no município de Perdizes/MG, caracteriza-se por um assentamento à céu aberto com duas zonas arqueológicas distintas, a primeira, unicomponencial, datada em 1.095±186 anos AP (TL – FATEC/SP), e a segunda, multicomponencial, com datas que vão de 903±78 anos AP (LOE – IGC-USP/SP);212±19 anos AP (AMS – CENA-USP/SP) a 190±30 anos AP (C14 – BETA/EUA)associadas a um horizonte ceramista relacionado aos Cayapó Meridionais e 5.203±396 anos AP (LOE – IGC-USP/SP) para um horizonte lítico recentemente descoberto associado a grupos caçadores-coletores num contexto até então inédito para região do Alto Paranaíba.A indústria lítica associada a esse horizonte caçador-coletor é composta de lascas em arenito e quartzito com pouco retoque unifacial e poucos artefatos. O sítio possivelmente representa uma área de trabalho localizada em meia vertente próximo ao córrego Candido Borges, posteriormente recoberto por ação coluvial. O posicionamento espacial do material arqueológico teve sua integridade atestada pela diversidade de conjuntos evidenciados relacionados a diversos momentos da cadeia operatória. Apesar da manutenção das formas, existe uma mudança marcada pelo suporte e pela matéria-prima em relação aos sítios de caçadores-coletores da região do Médio Paranaíba.O presente estudo almeja verificar o Sistema Tecnológico desta indústria lítica, visando uma caracterização intra-sítio para uma posterior análise inter-sítio em relação as indústrias do médio Paranaíba.

Palavras-chave: Arqueologia Brasileira, Indústria Lítica, Sítio Inhazinha, Sistema Tecnológico, Mudança cultural

 

06

Producción llamada “expeditiva”: conflicto epistemológico en la evidencia arqueológica

 

Leslye M. Valenzuela Leyva. Estudiante de Doctorado de la Universidad Paris Nanterre. Laboratorio de Prehistoria y tecnología (UMR 7055)

Juliana de Resende Machado. Estudiante de Doctorado de la Universidad Paris Nanterre. Laboratorio de Prehistoria y tecnología (UMR 7055). Becaria del museo Quai Branly, en el departamento de investigación y educación.

Sol Sanchez-Dehesa Galán. Estudiante de Doctorado de la Universidad Paris Nanterre. Laboratorio de Prehistoria y tecnología (UMR 7055). En co-tutela con la universidad de Roma La Sapienza.

 

“Arcaico”, “informal” o “simple” son algunos de los calificativos recurrentemente empleados en estudios líticos, para referirse de todas aquellas producciones que no se ajustan a las categorías tipológicas tradicionalmente establecidas. Detrás de estos términos, utilizados habitualmente como sinónimos, se esconden una amplia variedad de contextos y particularidades.

 

El punto en común con el que cuentan estos contextos es que se definen unívocamente por oponerse a todas aquellas industrias calificadas como “complejas” o “evolucionadas”. Más allá, lejos de ser neutrales, estos términos arrastran una carga interpretativa importante; calificando todo aquello fuera de las tipologías tradicionales como producción "anexa", y asociándolo a un trabajo rápido y sin intención productiva precisa.

Si trasladamos la discusión al campo epistemológico, nos damos cuenta de que este último concepto provoca una contradicción directa con la noción de “intención” en la producción de útiles, que son el objetivo final y anticipado de los talladores.

Todo ello ha generado que, hasta hoy, estas industrias sean tachadas de poco informativas desde un punto de vista tecnológico y cultural; siendo relegadas a un segundo plano en los estudios líticos. Por el contrario, y lejos de ser anecdótico, estas industrias constituyen una constante en los contextos antrópicos; llegando a constituir muchas veces, un porcentaje preponderante del total del material lítico en sitios arqueológicos sudamericanos.

Así, esta comunicación tiene por objetivo debatir conflicto epistemológico, apoyándonos en contextos sudamericanos y europeos, para mostrar la importancia de estos conjuntos, su variabilidad y su potencial informativo.

Palabras clave: estudios líticos, conflicto epistemológico, cadena operativa, intención, expeditividad.

 

07

Explorando tecno-unidades como medida de complejidad: conjuntos de Puna y Patagonia como casos.

 

Carlos A. Aschero. Instituto Superior de Estudios Sociales (ISES) CONICET CCT-Tucumán e Instituto de Arqueología y Museo, Fac.de Cs. Naturales, Universidad Nacional de Tucumán, Argentina. ascherocarlos@yahoo.com.ar

 

Ensayamos aquí una vía de análisis - alternativa a las procedentes de posturas procesualistas y evolucionistas - basada en la propuesta de Ingold (2000), apoyándose en Oswalt (1986), que toma la cantidad de tecno-unidades en el diseño de útiles e instrumentos compuestos (sensu Mauss 1969) como una medida posible de complejidad. Así mismo, tiene en cuenta al artífice y sus relaciones sociales (Ingold 1994, Sinclaire y Uomini 2010), a sus habilidades y a esa dialéctica del hacer que implica la intención de imposición de una forma o diseño a la materia prima enfrentando las constricciones que imponen las características de la roca utilizada, considerando las reflexiones de Bourdieu (2008).

Intentamos ver esas tecno-unidades desde el artefacto, en la composición de distintos filos y puntas que operan dentro de una misma pieza de uso manual (útil) o en piezas compuestas de varias tecno-unidades (instrumentos),  como es el sistema dardo-propulsor, por ejemplo.

Los conjuntos que analizamos muestran que ya desde los 10.000 años AP, tanto en Patagonia como en Puna, esta composición de los útiles está presente, mientras que el número de tecno-unidades que componen los instrumentos se mantiene baja. En todo caso, sin descartar el uso de estas tecno-unidades como medidas de complejidad, somos algo escépticos en entender complejidad  sólo desde los productos de talla de la piedra. Proponemos una línea de investigación que aborde un espectro mayor de tecnologías y traemos al respecto, para esta visión más amplia, el caso de los sistemas de armas en Puna y Patagonia.

Palabras clave: Tecno-unidades, útil, instrumento, Puna, Patagonia.

 

08

La noción de expeditividad en el registro lítico arqueológico de la Costa Central (Andes Centrales, Perú), durante los períodos tardíos (ca. 200 a.C. – 1532 d.C.): estado de la cuestión y evaluación crítica.

 

Edwin Silva. Universidad Nacional Mayor de San Marcos. E-mail: qarwarasu@gmail.com

Antonio Pérez. Universidad Nacional de Trujillo y Université de Rennes 1. E-mail: antonioperezbalarezo@hotmail.com 

 

En los Andes Centrales, las ocupaciones post-Precerámicas suelen estudiarse desde conjuntos materiales diferentes a la industria lítica, olvidándose que, a pesar de la amplia distribución de útiles sobre cerámica, hueso, madera o metal, la roca sigue siendo la fuente más importante para la producción de útiles, entre ellos los que poseen  borde cortante (Lavallée, 1970: 228; Lechtman, 1984: 14; Downey, 2009: 49). Con mayor razón, considerando que en los periodos tardíos se afianzan nuevas técnicas de elaboración de útiles (v gr. alisado, pulido, picado, etc.), los artefactos de piedra se convierten en el lugar primario para el estudio de la cotidianeidad pasada, dada la amplia gama de actividades en los que participan, mostrando que las piedras son los materiales más simples para la elaboración de artefactos más complejos. En base a esto, se hace necesario discutir los alcances teóricos de la formalidad y expeditividad líticas en periodos tardíos, considerando sus diferentes procesos productivos y su funcionalidad social específica. En este marco, en la última década se han venido realizando algunos estudios de tecnología lítica en la Costa Central de los Andes que constituyen los primeros reportes para esta área. El presente trabajo revisa de manera analéctica crítica el estado de la cuestión de esta información, delimitada por el lapso ~200 a.C. – 1532 d.C., con el objetivo de evaluar la pertinencia epistemológica de la noción de expeditividad para la aprehensión de estos conjuntos líticos, en períodos en los que a priori la ausencia del time stress parece prevalecer como criterio clasificador.

Palabras clave: Expeditividad, Tecnología Lítica, Costa Central, Andes Centrales, Analéctica.

 

09

Experimentação de matérias–primas e a probabilidade de características térmicas serem determinantes nas propriedades físicas em confecção de repertórios líticos.

 

Tatiane de Souza. Doutoranda em Arqueologia Brasileira pela Universidade de São Paulo, Brasil. Aluna visitante da Universidade de Cambridge, UK com concentração na área de Geoarqueologia. E-mail: tatiane.souza@ usp.br

 

Esta apresentação abordará a experimentação de matérias–primas diversificadas ao lascamento baseadas em variáveis categóricas de cimentação, granulometria e homogeneidade das rochas analisadas. São elas as metamórficas (quartzito), sedimentar clástica (arenito silicificado) e mineral (quartzo).  Estas amostras foram coletadas no trajeto que leva ao Abrigo de Itapeva e experimentos em Forno Mufla foram realizados em temperaturas de 400 a 500  C que configura simulação de temperatura de uma fogueira compatível com as existentes na pré-história brasileira. Dado que os dados coletados são próximos ao Abrigo de Itapeva SP, nossos critérios de análises se baseiam na comparação do repertório lítico do Abrigo de Itapeva com os resultados obtidos do aquecimento das rochas coletadas comparados em microscopia óptica segundo os critérios de análise (cimentação, granulometria e homogeneidade) de amostras aquecidas e não aquecidas. Este experimento é uma abordagem empírica e probabilístca de lançar reflexões acerca da natureza do lascamento de repertórios artefatuais lítico testando o axioma de que lascadores procuram sempre matérias-primas mais aptas, sem a explicitação por parte do arqueólogo de quais seriam os critérios de aptidão em questão. Em suma testa-se a hipótese de que a) são as matérias-primas que determina a qualidade do lascamento; b) não são as matérias primas que determinam a qualidade do lascamento.   

Palavras-chaves: Tecnologia lítica; Experimentação; Estudos atualísticos; Matérias-primas; Petrografia microscópica.