ARTE RUPESTRE, AMBIENTE E CULTURA:

DESAFIOS E POSSIBILIDADES DE ESTUDO NA AMÉRICA LATINA

 

Resumen:

O presente Simpósio Temático (ST) propõe a interação entre diferentes linhas de atuação para estudo da relação entre Arte Rupestre, Ambiente e Dinâmicas Culturais e suas problemáticas e campos de atuação. Aborda os conceitos que norteiam estes campos de investigação e busca caminhos alternativos para análises, aportes técnicos e metodológicos e reflexões teóricas.  Destaca como ponto de partida a relação entre diferentes linhas de pesquisa para compreensão das interações homem x meio ambiente, dedicando especial ênfase aos sítios de registros gráficos como parte da presença, fixação ou passagem de grupos humanos por uma específica região, tanto em períodos pré quanto pós-coloniais. Apresenta como elemento norteador estudos de casos que permitam observar essas reflexões e problematizações de dados. Atua como possibilidade de resgate de elementos significantes e de partes relevantes do estudo das manifestações humanas, relacionando-as com o meio onde as mesmas são elaboradas, descartadas ou difundidas. Permite também a aproximação de diferentes pesquisadores voltados para este campo de atuação em nossa querida Latino-América.

Palabras claves:

Arte Rupestre; Ambiente; Dinâmicas Culturais; Aportes teórico-metodológicos; Ressignificação de cultura material. 

 

COORDINADORES: 

 

Dr. Sebastian Lacerda de Lima Filho, PROARQ/UFS & LABAP/UEPB, Brasil. Correo: arqueologiasebast@yahoo.com.br  

Dr. Juvandi de Souza Santos, LABAP/UEPB, Brasil. Correo:  juvandi@terra.com.br

 

Relator o Comentarista del simposio.

 

Suely Amâncio-MartinelliAfiliação institucional: Programa de Pós-Graduação em Arqueologia/UFS, Brasil. Correo: suelyamancio@yahoo.com.br

 

PONENCIAS

 

01

SÍTIOS GRÁFICOS EM NICHOS CÁRSTICOS: possibilidades de estudo e aplicabilidade da vertente da Arqueologia Ambiental como mecanismo de análise e caracterização geral.

 

Morgana Cavalcante Ribeiro – Arqueóloga na FLORAM/Brasil. Ribeiromorgana24@yahoo.com.br

 

O trabalho em tela constitui as proposições iniciais acerca do estudo que busca compreender a relação de sítios gráficos, isto é, aqueles que contém pinturas e gravuras rupestres, em áreas de ambientes cársticos. Os dados iniciais da pesquisa permitem propor que a transdisciplinaridade entre os conhecimentos geomorfológicos e geológicos com a arqueologia se fazem imprescindíveis para a consolidação de pesquisas arqueológicas focadas na compreensão do ambiente com que conviveram os grupos do passado. A definição de um recorte espacial específico somada à existência de um quadro teórico bem delineado irá facultar a ampliação de pesquisas dessa natureza para que, dessa forma, possa se constituir a formação de estudos interdisciplinares com outros enfoques da investigação arqueológica para a consolidação dos aportes contextuais.

Palavras-chave: Sítios gráficos. Ambiente cárstico. Arqueologia Ambiental. Assentamentos pretéritos. Contexto.

 

02

A INCIDÊNCIA DOS SÍMBOLOS NOS PETRÓGLIFOS NO ESTADO DA PARAÍBA, BRASIL

 

Juvandi de Souza Santos – LABAP/UEPB, Brasil. juvandi@terra.com.br

 

Após visitações a dezenas de sítios arqueológicos de petróglifos na altura do Planalto da Borborema – Paraíba, fora constatado que os painéis, em sua maioria, respeitam um padrão no que se refere à temporização da sequência em que foram gravadas, disposição dos registros e reincidência simbólica.

É necessário, em todas as formas de escrita, seja ela simbólica ou não, obedecer uma sequencia temporal para escrevé-las, ainda não é possível afirmar qual a formatação utilizada ou hierarquia simbólica, todavia, é possível perceber que determinados símbolos foram inscritos antes ou depois, baseados em possíveis eivados em painéis túmidos. Fora percebido também que determinados símbolos e semelhantes tem característica de reincidir em específicos tipos de painéis. Em geral, registros de painéis de piso, painel vertical e marginais possuem características diferentes no que se refere à disposição simbólica e formatação do painel. Também fica claro que o painel escolhido para ser o principal, difere em qualidade e quantidade dos painéis próximos existentes. Verdade é que os petróglifos constituem uma cultura particular, os símbolos, definitivamente, não foram concebidos de forma aleatória, a reincidência dos símbolos exatamente iguais em sítios distantes é comum, o que deixa claro que os painéis representam, sem sombras de dúvidas, uma forma de escrita.

Não objetivamos, em nossas pesquisas, traduzir essa cultura ou definir significados dos símbolos, buscamos apenas dar mais um passo na sistematização dos painéis rupestres paraibanos que nos auxilie a compreensão mínima desse campo contribuindo para o desenvolvimento científico de nosso período pré-colonial.

Palavras-chave: Petróglifo, Paraíba e arte rupestre.

 

03

ESTUDOS DE ARQUEOLOGIA REGIONAL NO SERTÃO ALAGOANO: O CASO DO SÍTIO TELHA, BELO MONTE – AL.

 

Sebastião Lacerda de Lima Filho – PROARQ/UFS – LABAP/UEPB, Brasil.

arqueologiasebast@yahoo.com.br  

Karina Lima de Miranda e Pinto – PROARQ/UFS, Brasil. kflordelotus@hotmail.com

 

RESUMO: O presente resumo tem a intenção de divulgar os trabalhos de arqueologia regional em áreas do sertão alagoano, como parte de atividades de caráter preventivas ocorridas na região de Belo Monte – AL, no ano de 2015. Trata-se da identificação e documentação de um sítio multicomponencial do tipo abrigo sobrocha encontrada na zona rural da cidade. No mesmo, encontram-se vestígios arqueológicos do tipo: pinturas rupestres, bases fixas de polimento e material cerâmico em associação. Esse material encontra-se em superfície. Consideramos oportuna sua divulgação, pela possibilidade de identificação de outras áreas promissoras nas proximidades. Rastreando outros nichos de ocupação, pretende-se construir um perfil interpretativo baseado nas reflexões decorrentes da Arqueologia Ambiental e Arqueologia Regional. Bem como relacionar a cultura material regional com as ressignificações construídas por parte da comunidade.    

Palavras-Chave: Arqueologia Regional e Ambiental. Sítio Multicomponencial. Belo Monte – AL. 

 

04

PROTEÇÃO E DOCUMENTAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO NO SÃO FRANCISCO: UTILIZAÇÃO DE VEÍCULOS AÉREOS NÃO TRIPULADOS – VANT’S PARA MAPEAMENTO DE SÍTIOS DE REGISTROS GRÁFICOS EM SENTO SÉ – BA.

                                                                                             

Daivisson Batista Santos – INSTITUTO POLITÉCNICO DE TOMAR – IPT daivissonsantos@yahoo.com.br

Sebastião Lacerda de Lima Filho – PROARQ/UFS & AEA – UCL/UK arqueologiasebast@yahoo.com.br

 

O avanço tecnológico ocorrido nos últimos anos tem proporcionado melhorias significativas no que tange a investigação científica arqueológica em geral, ampliando com isso o quadro de caracterização, preservação e sistematização de muitas dessas evidencias rastreadas, coletadas e analisadas. Na pesquisa em questão destacamos os procedimentos de mapeamento, documentação e preservação do patrimônio arqueológico rupestre, encontrado na região de São Pedro do Lago, Município de Sento Sé – BA. O imageamento através de VANT’S permite a construção de Cartas Arqueológicas de altíssima resolução, ao mesmo tempo em que comporta a comparação desses perfis cartográficos com áreas já pesquisadas no Vale do São Francisco e zonas adjacentes, contribuindo para pesquisas de Arqueologia Regional.

Palavras-Chave: Arte Rupestre. Aparato tecnológico: VANT’S. Imageamento. Arqueologia Ambiental e Regional.

 

05

ARQUEOLOGIA URBANA EM MARECHAL DEODORO: RESGATE E DIÁLOGOS COM A COMUNIDADE.

 

Karina Lima de Miranda e Pinto – PROARQ/UFS, Brasil. kflordelotus@hotmail.com

Sebastião Lacerda de Lima Filho – PROARQ/UFS – LABAP/UEPB, Brasil.

arqueologiasebast@yahoo.com.br  

Jaciara Andrade Silva – PROARQ/UFS, Brasil. Jaciandrade21@hotmail.com

 

O trabalho apresenta os procedimentos realizados na pesquisa arqueológica no Largo da Igreja Matriz em Marechal Deodoro, Alagoas - Brasil. A investigação se tornou necessária em decorrência da execução das obras de requalificação postuladas pela Superintendência do IPHAN em Alagoas. O Estudo compreendeu o resgate arqueológico e programa de Arqueologia Pública junto a comunidade. O roteiro de atividades teve como finalidade aprimorar os conhecimentos relativos à ocupação do sítio histórico do Largo da Matriz, da mesma forma que objetivou incrementar informações e dados que ainda não estavam disponíveis para o quadro de ocupação histórica do Estado de Alagoas. Desta forma, além da construção conjunta com auxílio da comunidade local sobre seus bens patrimoniais, foi possível confrontar aspectos do discurso normativo sobre patrimônio arqueológico com as representações locais.

Palavras Chave: Arqueologia Urbana, Arqueologia Pública, Comunidade, Espaços Patrimonializados.

 

06

ESTILOS E ESTILIZAÇÕES - CONCEITOS, USOS E PROBLEMAS NA ANÁLISE DA ARTE RUPESTRE DO PIAUÍ E CEARÁ, NORDESTE DO BRASIL.

 

Cristiane Buco. Arqueólogos da Superintendência do IPHAN no Ceará, Brasil. (cristiane.buco@iphan.gov.br)

Verônica Viana. Arqueólogos da Superintendência do IPHAN no Ceará, Brasil. (veronica.viana@iphan.gov.br)

Thalison Santos. Arqueólogos da Superintendência do IPHAN no Ceará, Brasil. (thalison.santos@iphan.gov.br)

 

As tradições continuam a nortear as pesquisas em arte rupestre, entretanto, os estudos de cronoestratigrafia associados a diversos resultados interdisciplinares, oriundos de áreas afins e aplicados aos sítios arqueológicos, fazem alguns pesquisadores rever a compreensão dos grupos pré-coloniais que ocuparam essas diferentes áreas, pintando e gravando paredes e blocos, por vezes, com estilos e tradições sobrepostos de forma a não combinar com os resultados previstos. Atualmente parece haver consenso com relação ao conceito de tradição, aplicado à arte rupestre no Brasil, todavia quando restringimos a análise e usamos os termos sub-tradições, estilos, fáceis, variáveisou complexos estilísticos, as informações tendem se a sobrepor, provocando, em ocasiões diversas, conflitos conceituais, analíticos e cronológicosobserváveis em análises acerca de diversos conjuntos de arte rupestre do território brasileiro. Esta pesquisa expõe os primeiros resultados analíticos comparativos entre a Arte Rupestre dos estados do Piauí e do Ceará, apresentando diferentes pontos de vista associados aos conceitos e ao uso dos termos estilo e estilização aplicado ao corpuspictórico de distintos sítios arqueológicos.

Palavras chave: Arte rupestre / Estilos / Estilização / Nordeste do Brasil

 

07

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PATRIMONIAL: DEGRADAÇÃO X CONSERVAÇÃO DOS SÍTIOS DE REGISTROS RUPESTRES NO MUNICÍPIO DE CORONEL JOÃO SÁ, BA – BRASIL.

 

Keltom Rômulo Andrade de Abreu. Historiador, João Sá – Bahia. keltomromulo@gmail.co

Ana Lúcia do Espírito Santo. Bacharelanda em Arqueologia na UFS, Brasil. AnaLucia32@gmail.com

 

O município de Coronel João Sá – Bahia é conhecido na região como a “Cidade da Pedra”, em virtude no município apresentar inúmeras formações rochosas conhecido popularmente por “Pedreiras”, (devido as mesma serem utilizadas para a extração de derivados da pedra: paralelepípedo, brita, rachão e etc.), muito usada na região para a construção civil. Por sua vez é muito comum a presença nessas formações rochosas, os registros rupestres, ou pintura de índio pela população local. A educação ambiental e a educação patrimonial têm por objetivo conscientizar a população local à importação da conservação dos painéis de registro rupestre como parte da preservação da historia e a memória do município. Sendo assim, preenchendo a ausência do poder público no que compete na fiscalização desses referidos sítios. O complexo arqueológico ao qual se localiza o sítio Pedra da Igreja, ele não é apenas um sítio arqueológico também é um patrimônio histórico e natural do município de Coronel João Sá – Bahia, reconhecido pela própria população local. Muitas vezes falta de informação ou até mesmo os usos inadequados desse local por anos de ocupação humana provocaram alterações no ambiente e o desgaste dos registros rupestre.

Palavras-Chave: Educação Ambiental; Educação Patrimonial; Registro Rupestre.

 

08

GRAFISMOS RUPESTRESE TEMPORALIDADE NAS PAISAGENS DO SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO, NORTE DA BAHIA

 

Pâmara Araújo. Universidade Federal de Sergipe – UFS, Brasil. pamarasantos@yahoo.com.br

 

A presente pesquisa discute diferentes perspectivas que abrangem o contexto gráfico rupestre em determinados setoresdo Submédio São Franciscoao norte da Bahia, Nordeste do Brasil.  Nesta zona arqueológica, identificam-se perfis gráficos em diferentes proporções e instâncias temporais, remetendo tanto atemposPré-Coloniais (pinturas e gravuras rupestres)como a períodos de contato (pinturas rupestres) Pós-Cabralino, com destaque para as representações de elementos do universo cristão.Levando em consideração os preceitos da Arqueologia da Paisagemdiscutem-se conceitos como poder, espaço e território. Considerando as variáveis do contexto ambiental e arqueológico-cultural busca-se a elaboração de um banco de dados georreferenciados, como também a elaboração de mapas temáticos. Por meio de padrões gráficos serão feitas inferências sobre correlações intra/intersítios, considerando relações com outras áreas arqueológicas que partilhem de similaridades entre as recorrências gráficas. Há o intento de discutir interação e contato cultural, sobretudo no que diz respeito ao contexto gráfico associado a períodos mais recentes e análise dos processos históricos local;bem como vias de dispersão e territorialidade no que se refere aos conjuntos gráficos Pré-Coloniais. Dessa forma, serão levantadas discussões voltadas ao cenário da prática gráfica sobre suporte rochoso desvelado no Submédio São Francisco e sua correlação com o contexto regional conhecido.

Palavras-chave: Padrões Gráficos. Paisagem e Território. Contato e Interação.

 

09

PLURISIGNIFICADOS DA PEDRA DO INGÁ: NOVAS REFLEXÕES SOBRE AS INSCRIÇÕES MARGINAIS

 

Thomas Bruno Oliveira (thomasbruno84@gmail.com)

Juvandi de Souza Santos (juvandi@terra.com.br)

 

A Pedra do Ingá é um dos mais impressionantes legados arqueológicos do mundo. Sua complexidade desperta a atenção da comunidade científica e aguça a imaginação de muitos para seu suposto significado. O conjunto de maior concentração gráfica e melhor aprimoramento estético encontra-se num paredão de 24 metros de extensão por 3m de altura. No entanto, na região de entorno deste conjunto, já tão descrito e opinado nos meios bibliográficos, existem outras representações e configurações parietais que sempre são desprezadas nos trabalhos sobre a Pedra do Ingá por não se apresentarem tão profusas e bem acabadas como as do conjunto principal e, por isso, não atendem aos apelos corroborativos das explanações sensacionais. Devido esta marginalização observada nos muitos trabalhos escritos sobre a Pedra do Ingá, decidimos conceituá-las de “inscrições marginais”. Porque são tratadas como se não existissem ou não se contextualizassem com o conjunto principal. Essa possibilidade de estudo foi por nós analisada e chegamos a novas reflexões a respeito desta segregação para inscrições rupestres. No entanto, entendemos que este aspecto teórico é só mais uma contribuição para o entendimento deste famoso monumento arqueológico.

Palavras-chave: Pedra do Ingá, Paraíba e Inscrições Marginais

 

10

Propulsor de dardos representado em sítios de arte rupestre do Piauí: análise morfológica, contextual e intercultural

 

Pablo Roggers Amaral Rodrigues –Mestre em Arqueologia.Arqueólogo da Superintendência do IPHAN no Maranhão, Brasil. pablo.amaral@iphan.gov.br

Luís Carlos Duarte Cavalcante –UFPI/ Programa de Pós-Graduação em Arqueologia, Brasil. cavalcanteufpi@yahoo.com.br.

 

Um dos objetos desse estudo foi identificar pinturas rupestres como representação de propulsores de dardos em sítios arqueológicos localizados no estado do Piauí, e em outros países das Américas do Sul e do Norte. Tal motivo é interpretado por alguns pesquisadores do Nordeste brasileiro como ornitomorfo, o que difere radicalmente da identificação feita nos demais países, baseada em dados etnográficos. Por meio da análise iconográfica das figuras, observou-se que tais motivos podem ser identificados como instrumentos de caça, pois a tipologia apresentada da representação de aves na arte rupestre em geral difere da utilizada nessa figura. O registro recorrente e destacado desse instrumento evidencia a importância do mesmo no cotidiano de grupos pré-históricos, que perdura junto a determinados grupos indígenas contemporâneos, com um valor simbólico. Com essa pesquisa, pretende-se ainda contribuir para a ampliação da discussão sobre o uso de registros rupestres como indicativos cronológicos (o uso do propulsor antecede ao do arco e flecha), bem como para a possível confiabilidade de tais inferências. O trabalho deteve-se mais incisivamente em sítios arqueológicos dos municípios de Piripiri e de Pedro II e do Parque Nacional de Sete Cidades, no estado do Piauí, Brasil, nos quais foram morfologicamente identificados pelo menos 36 diferentes tipos de propulsores. Além da elevada recorrência do motivo citado nos painéis pictóricos em apreço, a avaliação dos aspectos estruturais desse instrumento de caça (esporão; adereço central/peso/pedra mágica; apoio para a mão) evidenciou uma frequente estilização em sua elaboração gráfica.

Palavras-Chave: Propulsor de dardos. Arte rupestre. Arqueologia pré-histórica.

 

11

Paisagem e Pintura Rupestre: A Paisagem Arqueológica das Pinturas Rupestres no Semiárido do Nordeste Brasileiro

 

Thiago Fonseca de Souza. Doutorando e Mestre em Arqueologia pelo Programa de Pós-Graduação em Arqueologia pela Universidade Federal de Pernambuco e bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).  E-mail: fonseca_pb@yahoo.com.br

Francisco de Assis Soares de Matos. Doutorando e Mestre em Arqueologia pelo Programa de Pós-Graduação em Arqueologia pela Universidade Federal de Pernambuco e bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). E-mail: fsmatos19@yahoo.com.br

Demétrio da Silva Mützenberg. Professor adjunto do Departamento de Arqueologia e do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco e pesquisador da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM).E-mail: demutzen@gmail.com

 

A região do semiárido do Nordeste brasileiro é uma área que contém agrupamentos de sítios arqueológicos pré-históricos com concentração substancial de sítios de registros rupestres, que a torna propícia a estudos contínuos na arqueologia. Essa grande presença de registros rupestres desempenha um papel de marcos-testemunhos de ocupação da área por grupos humanos no passado. Nosso marco territorial de atuação está localizado no Vale do Catimbau, em território entre a Microrregião do Sertão do Moxotó e Microrregião do Vale do Ipanema, no estado de Pernambuco, e nos municípios de São João do Tigre e Camalaú, na Microrregião do Cariri Ocidental,no estado da Paraíba. Buscamos através da ferramenta teórico-metodológica da ‘paisagem arqueológica’,padrões nas relações espaciais entre registros arqueológicos, interpretando a densidade e o caráter da distribuição de artefatos no continuum da paisagem. Os marcos testemunhos (como às pinturas rupestres) são expressos numa dimensão espacial, que é representada pela distribuição variada sobre a paisagem, onde podemos observar padrões de relações com a mesma. A exemplo da associação de motivos antropomórficos e zoomórficos a configurações específicas da paisagem, nas duas áreas analisadas, bem como a recorrência de algumas dessas associações.Portanto, à análise pretende materializar estruturas espaciais de sociedades pré-históricas, através dos registros rupestres, inseridos em contexto locacionais, em que é possível observar uma perspectiva de apropriação e interação na paisagem com certos motivos de pinturas rupestres.Possibilitando enxergar a formação de uma paisagem arqueológica nas ocupações pré-históricas das áreas.

Palavras-chave: Paisagem arqueológica, Pinturas rupestres, Marcos-testemunhos, Ocupações pré-históricas, Semiárido do Nordeste brasileiro.

 

12

Complexo Arqueológico Palmeira de Baixo em São Miguel do Tapuio – Piauí - Brasil

 

Amanda Caroline Carvalho de Siqueira – Mestre em Antropologia e Arqueologia pela UFPI-BR. krologia@gmail.com

Maria Conceição Soares Meneses Lage – UFPI/FUMDHAM/CNPQ. meneses.lage@gmail.com

 

O “Complexo Arqueológico Palmeira de Baixo”, localizado no município de São Miguel do Tapuio-Piauí-Brasil, compreende três sítios: Lagoa de Cima, Lagoa de Cima 2 e Lagoa do Meio. Estes apresentando painéis de pinturas rupestres policrômicas, gravuras em todas as técnicas de confecção e recorrências de motivos.

Este estudo teve como objetivos estabelecer relações entre as técnicas (pintura e gravura), apresentar conjuntos de características particulares dos grafismos encontrados; analisar as sobreposições pintura/gravura e gravura/pintura, identificar similaridades e contrastes entre as representações nos aspectos técnico-gráficos (técnica de execução, cores), bem como o levantamento dos problemas de conservação e por fim a divulgação destes vestígios a fim de corroborar com os estudos futuros na área em destaque.

Palavras-Chave: Gravuras rupestres, Pinturas rupestres e Correlação gráfica.