(Des) patrimonialização - colonialidade - patriarcado: processos (de) construtivos associados necessários na tensão pela disputa dos sentidos.

 

Resumo:

Os processos de patrimonialização gerados pelos estados e outras instituições (acadêmico, público ...), embora inicialmente fossem atraentes como formas de conservação e respeito pela diversidade, não foram neutros. Isso em tanto, os bens comuns são selecionados, são ativados, se patrimonializan e são capitalizados inserindo-se dentro da dinâmica neoliberal que commodifica objetos e sujeitos. É cada vez mais evidente que eles projetam desigualdade de gênero, racismo ou hegemonia institucional, perpetuam o abuso de poder e promovem o mercantilismo de objetos, lugares, identidades e memórias.

Mas há práticas que lidam com esses processos. Nos museus comunitários, a população constrói, dissemina e gerencia o conhecimento e a identidade de sua localidade.

Outras iniciativas são curadoria em que nombra-se o proibido, a sexualidade, a identidade de gênero,  as tensões e conflitos são discutidos, sendo poderosos instrumentos críticos contra os estabelecidos.

Existem projetos arqueológicos onde a construção do passado é feita de forma participativa, provocando a visibilidade do conhecimento dos sentidos locais e a configuração de uma história não hegemônica.

Este simpósio convida a explorar práticas e linguagens de despatrimonialização e descolonização que transformam e questionam narrativas e representações hegemônicas, eurocêntricas e patriarcais dos nossos discursos acadêmicos aos museus, espaços expositivos, sítios arqueológicos ou lugares de memória onde intervemos.

Pretendemos gerar um fórum de discussão para essas questões, desenvolver uma cartografia de iniciativas e começar a criar uma caixa de ferramentas que nos permita interpelar e trabalhar para práticas de resignificação do passado e do presente.

 

Palavras-chave:

Descolonialidade, anti-patriarcado, despatrimonialização, museus comunitarios, curadorias.

 

COORDINADORES: 

 

Carmen Pérez, Punku, Centro de Investigación Andina. Perú. La Ponte ecomuseo. España. mamenarqueo@hotmail.com

Alejandra Korstanje, Lic. En Historia (FFyL, UNT), Dra en Arqueología (FCsNat Universidad Nacional de Tucumán UNT), Arqueóloga e intérprete de patrimonio cultural. PhD candidate, Universidad de Alcalá, España. Coordinadora del Museo Rural Comunitario (Catamarca, Argentina) y militante social. Profesora Asociada de Metodología y Técnicas de la Investigación Arqueológica (UNT). Investigadora Independiente CONICET. alek@webmail.unt.edu.ar

 

debatedor ou Comentarista do simpósio.

 

Patricia Arenas, Antropóloga (FFyL de la UBA), Doctora en Historia (FFyL, UNT). y militante social. Profesora Asociada de Historia de la Teoría Antropológica y de Metodología de la Investigación Antropológica para Arqueólogos (UNT). Directora de la Especialización en Estudios Culturales e Investigadora del INDES (Universidad de Santiago del Estero).